ILUSTRAÇÃO POJUCAN
Feita por Kamura na informalidade do banheiro da ex-ministra, sem frescuras de coiffeuer, a cabeça de Dilma Rousseff foi inaugurada sem a pompa das obras do PAC, ainda que bem acabada e, sobretudo, econômica. Pelos cálculos das editorias de moda, deve ter custado uns R$ 7 mil – dinheiro que, em moeda publicitária, não paga o photoshop. A era dos cabeleireiros que se anuncia dispensa caixa 2 até para dar sustentabilidade à imagem obtida. “É só passar um gel, e pronto!” – garante Kamura, com simplicidade inimaginável na conversa mole dos homens de marketing.
O cabeleireiro deixou Brasília certo de que apagou a imagem de “brava e fria” naquela mulher que, antes do serviço, lhe dava medo. Só se falava disso ontem em Nova York onde Dilma Rousseff passou os últimos três dias toda prosa com a receptividade popular ao seu novo topete: quem antes nas ruas a confundia com dona Marisa Letícia a chama agora de Marta. Nada que um bom e velho crachá não possa resolver.
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