16 de jul de 2009

Comentário
ricardo noblat

Um caso exemplar de coerência

Quer um exemplo da rigidez de princípios dos políticos em geral e de alguns em particular?

Tome-se o caso do deputado Edmar "Dono do Castelo" Moreira (sem partido-MG), acusado de beneficiar empresas falidas dele com dinheiro da Câmara.

Como votou o deputado Professor Ruy Pauletti (PSDB-RS) quando o caso foi examinado no Conselho de Ética?

O relator original do caso propos a cassação do mandato de Moreira.

Pauletti votou afavor da cassação.

A proposta foi derrotada.

Nomeou-se um segundo relator que sugeriu então a suspensão do mandato de Moreira.

Pauletti votou contra. Alegou que votara antes pela cassação. Não seria incoerente.

A proposta de suspensão foi derrotada.

O próprio Pauletti foi nomeado relator. Ele deveria propor o arquivamento do caso, mas sujeito à votação em plenário. Se o plenário votasse contra o arquivamento, Moreira teria o mandato suspenso.

Aí Pauletti renunciou à relatoria. Outra vez para ser coerente com sua posição inicial afavor da cassação.

Foi substituído por outro relator.

O autor do terceiro relatório pediu o arquivamento do caso "por justa causa". O "justa causa" dispensaria a votação do relatório no plenário da Câmara e livraria Moreira de qualquer punição.

A maioria dos membros do Conselho de Ética aprovou, hoje, o arquivamento "por justa causa".

Como votou Pauletti, o coerente?

Não votou. Preferiu se abster.

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