Prisma - Omar Salomão
Penso o q distânciei num futuro recém-
passado
e presente, ainda vivo e quente, parece
possível e improvável.
na espera de um golpe de sorte, uma rajada
de vento – de ar, puro ar – me moveu
como num jogo de espelhos
em círculos no mesmo lugar
acreditando q algo havia mudado
além dos sonhos
mas enrolando o tempo
vejo quem amo seguindo
e eu rodando, curupira, sem entender se saí
do lugar
passado
e presente, ainda vivo e quente, parece
possível e improvável.
na espera de um golpe de sorte, uma rajada
de vento – de ar, puro ar – me moveu
como num jogo de espelhos
em círculos no mesmo lugar
acreditando q algo havia mudado
além dos sonhos
mas enrolando o tempo
vejo quem amo seguindo
e eu rodando, curupira, sem entender se saí
do lugar
Com a mão no espelho
caminho as linhas do seu rosto
sua linha da vida me corta
caminho as linhas do seu rosto
sua linha da vida me corta
Omar Salomão nasceu no dia 14 de janeiro de 1983. Publicou seu primeiro livro À Deriva em 2005 e fez parte da banda carioca VulgoQuinho e Os Cara. Poeta multimídia, está na antologia digital ENTER de Heloísa Buarque de Hollanda. Envolvido também com fotografia, Omar é um dos mais talentosos poetas da nova geração.
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