Muita gente reclama do epitáfio do Armando Nogueira. Há três anos quando foi descoberto o tumor cerebral do Armando, todos os amigos procuraram cerca-lo de carinho e manifestar todo o apreço que tinham por ele. Acho que essas homenagens, em vida, é que tem realmente valor. Quando não dá para fazer, dá um vazio na gente. Não se pode protelar um gesto de carinho, de amor, ou de agradecimento. Pode não dar tempo. Eu escrevi alguns blogs que ele teve a oportunidade de ler. Depois de imprimir, pediu-me que assinasse os textos. Estão disponíveis no BLOGLOG, sob os títulos:
05/10/ 2009 – O Comandante do Jornal Nacional
09/09/2009 – Quarenta anos do Jornal nacional
01/12/2008 – Juiz de Futebol erra? E quem não erra?
10/12/2007 – Armando Nogueira: Sarava e aquele abraço.
A pedido da Hildegard Angel,dentro dos limites de espaço da coluna, escrevi um pequeno texto que creio sintetiza meu pensamento sobre o amigo Armando.
O Armando Nogueira tinha vários amores: o esporte, a palavra, a música e os amigos. Era mestre na prática de todos eles. Um polivalente, como se diz de alguém que é “craque” em todas as posições. Conheci-o na TV Rio inovando não só no jornalismo esportivo, mas no telejornalismo em geral. Na TV Globo trabalhamos juntos por 23 anos.
Uma amizade sólida e sincera que ficará para sempre, ultrapassando as barreiras da morte. Os finais de ano o Armando passava comigo em Angra. Encantava a todos.
Com o Armando começamos a implantar as bases do telejornalismo na televisão brasileira. O Armando não admitia que a televisão não cultivasse o preciosismo do texto, apesar da imagem ser a base principal. Participamos juntos da criação do Jornal Nacional, do Globo Repórter e do Fantástico. O Armando é a mais importante personalidade do telejornalismo brasileiro. A Globo deve muito a ele. Hoje, sou testemunha do carinho com que a Globo, através do Octávio Florisbal, vinha dando ao Armando com apoio irrestrito que deu ao seu tratamento de saúde
Os amigos que o Armando fez na vida, conseguiram dar a ele um final digno. Eu ficarei para sempre com as palavras carinhosas e a expressão de felicidade do Armando, voando, tocando a gaita que aprendeu tardiamente, bebendo um bom vinho, escrevendo e distribuindo amor entre os amigos.
Obrigado, por tudo, amigo Armando.
Boni.
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